O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), voltou a se posicionar na última segunda-feira (9) após a Câmara Legislativa do DF encerrar a tramitação de mais um pedido de impeachment contra sua gestão. A representação foi barrada ainda na fase preliminar, após análise técnica da área jurídica da Casa, que apontou ausência de fundamentos legais para o prosseguimento do caso.
Ao comentar a decisão, Ibaneis afirmou que denúncias desprovidas de base jurídica têm sido utilizadas como instrumento de embate político e, por isso, não avançam no Legislativo.
“Esses pedidos não se sustentam porque não apresentam fatos concretos. Quando a motivação é política, o desfecho acaba sendo o arquivamento”, declarou o governador.
A iniciativa havia sido apresentada por um servidor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e fazia menção genérica a supostas irregularidades em operações financeiras envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. No entanto, segundo a análise da Câmara Legislativa, o documento não atendeu às exigências legais mínimas para a instauração de um processo de impeachment.
Em parecer técnico, a Procuradoria da CLDF destacou a ausência de individualização de condutas atribuídas diretamente ao chefe do Executivo, além da inexistência de elementos objetivos que caracterizassem crime de responsabilidade. Diante dessas inconsistências, a Presidência da Casa decidiu pelo encerramento da tramitação.
Ibaneis também afirmou manter tranquilidade quanto à condução do governo e reforçou confiança nos atos administrativos adotados ao longo do mandato.
“Tenho plena consciência das decisões que tomei e sigo trabalhando com serenidade, sempre com foco no interesse da população do Distrito Federal”, afirmou.
Apesar do arquivamento, o tema segue presente no ambiente político da Câmara Legislativa. Outros seis pedidos de impeachment contra o governador permanecem protocolados, a maioria apresentada por partidos de oposição, como PSB, PSOL e Cidadania, e com referências semelhantes às discussões envolvendo o BRB.
O novo arquivamento reforça o entendimento predominante no Legislativo de que iniciativas dessa natureza só avançam quando acompanhadas de fundamentos técnicos consistentes. Enquanto a oposição mantém a pressão por investigações, a base aliada sustenta que denúncias sem respaldo jurídico não devem prosperar.
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