O enfrentamento à violência contra a mulher voltou ao centro do debate público no Distrito Federal durante evento promovido por um jornal local, que contou com a participação da vice-governadora Celina Leão. A presença da gestora reforçou a diretriz do Governo do Distrito Federal de tratar o tema como prioridade permanente nas políticas públicas.
Durante sua participação, Celina ressaltou que a atuação do DF nessa área não se limita a ações pontuais, mas está organizada como uma estratégia contínua e estruturada.
“O combate à violência contra a mulher no Distrito Federal não é uma iniciativa isolada, mas uma política pública consistente. Construímos uma rede de proteção que se tornou referência ao reunir ações de prevenção, capacitação e acolhimento. Garantir a segurança das mulheres é um compromisso diário do nosso governo, traduzido em investimentos e medidas concretas. A proteção feminina precisa ser assumida por toda a sociedade”, afirmou.
A vice-governadora explicou que essa rede funciona de forma articulada entre diferentes órgãos, permitindo que o atendimento vá desde ações educativas até o suporte direto às vítimas.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, também destacou a necessidade de união no enfrentamento do feminicídio.
“Enquanto houver uma mulher vítima de assassinato por motivo de gênero, não haverá espaço para comemorações. O enfrentamento a esse tipo de crime deve ser tratado como política de Estado, acima de disputas ou interesses. É uma responsabilidade coletiva”, declarou.
Ele acrescentou que, no Distrito Federal, toda morte violenta de mulher é inicialmente apurada como feminicídio, o que contribui para evitar subnotificações e fortalecer a responsabilização dos autores.
A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, apresentou o programa Acolher Eles e Elas, voltado ao apoio a crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio.
“Nosso objetivo é oferecer assistência completa, que vá além da punição do agressor e alcance também quem sofre as consequências desse crime”, explicou.
Atualmente, mais de 200 jovens recebem acompanhamento psicológico e apoio financeiro por meio da iniciativa.
Durante o evento, os participantes também reforçaram a importância da denúncia como instrumento essencial para interromper ciclos de violência. No DF, as vítimas ou testemunhas podem utilizar canais como a plataforma Maria da Penha Online, além do telefone 197, da Polícia Civil, ou do 190, da Polícia Militar, em situações de emergência.
O encontro destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação permanente e integrada entre o poder público e a sociedade.
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