O avanço das investigações sobre um grupo suspeito de planejar ataques contra prédios públicos em Brasília levou o Governo do Distrito Federal a adotar novas medidas na área de segurança. A governadora Celina Leão (PP) determinou a criação de uma célula integrada de inteligência para fortalecer o monitoramento de possíveis ameaças e ampliar a articulação entre os órgãos responsáveis pela proteção da capital durante o período eleitoral.
A estrutura ficará sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e reunirá equipes de diferentes instituições para compartilhar informações estratégicas, identificar riscos e definir ações preventivas diante de qualquer indício de violência ou tentativa de desestabilização do processo eleitoral.
A decisão ocorre após a deflagração da Operação Rede Interrompida, da Polícia Civil do Distrito Federal. As investigações apontam que um grupo utilizava canais no Telegram para trocar mensagens de conteúdo extremista, recrutar novos integrantes e discutir ações contra edifícios públicos localizados na Esplanada dos Ministérios.
Ao anunciar a medida, Celina Leão ressaltou que a determinação é manter vigilância permanente sobre qualquer movimentação que represente ameaça às eleições e garantir que as forças de segurança estejam preparadas para agir rapidamente caso surjam novos riscos.
A operação policial cumpriu oito mandados de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os alvos têm entre 19 e 31 anos e são investigados por suposta participação na articulação das ações discutidas em ambientes virtuais.
Durante as diligências, os investigadores apreenderam mapas, plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de prédios públicos e documentos contendo instruções para a fabricação de artefatos explosivos. O material será submetido à perícia para auxiliar na identificação da dimensão do plano e de possíveis novos envolvidos.
Segundo a Polícia Civil, as conversas analisadas indicam que os investigados debatiam a escolha de alvos, estratégias de execução e formas de ampliar o recrutamento em diferentes estados. A corporação busca esclarecer o grau de organização do grupo e identificar se havia preparação concreta para colocar os planos em prática.
Com a criação da célula de inteligência, o GDF pretende integrar as informações produzidas pelas forças de segurança, intensificar o monitoramento de ameaças e reforçar as medidas de prevenção. A iniciativa busca assegurar que o processo eleitoral ocorra em ambiente de estabilidade e preservar a segurança da população e das instituições sediadas em Brasília.
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