A Secretaria de Educação do Distrito Federal prepara mudanças para acompanhar mais de perto o desempenho dos alunos da rede pública e ampliar a oferta de ensino em tempo integral. Entre as medidas estão a aplicação de três avaliações diagnósticas ao longo do ano letivo e a criação de um novo formato de jornada ampliada, que deverá reunir reforço da aprendizagem, esporte e cultura.
As iniciativas foram detalhadas pelo secretário de Educação, Thiago Peixoto, nesta sexta-feira (11), durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, apresentado por Tony Duarte. Ao responder ao jornalista Hudson Cunha, do Portal 84 Notícias, Peixoto afirmou que uma das prioridades será fazer com que os resultados das avaliações tenham impacto direto no trabalho realizado nas escolas.
A estratégia prevê acompanhar o estudante em diferentes momentos do ano. A primeira avaliação será aplicada no início do calendário letivo e servirá como diagnóstico do nível de aprendizagem. Uma nova análise será feita no meio do ano para identificar a evolução dos alunos e possíveis pontos que precisam de reforço. A terceira etapa ocorrerá no fim do período letivo e ajudará a medir como cada estudante encerrará o ciclo antes de avançar para o ano seguinte. “É a gente transformar os dados que nós temos hoje em avaliação numa ferramenta, de fato, de aprendizagem, que vai acompanhar a trajetória do nosso estudante ano a ano”, afirmou Peixoto.
Para o secretário, porém, apenas aplicar provas não será suficiente. A intenção é fazer com que as informações obtidas cheguem a quem acompanha diariamente a aprendizagem dos estudantes. “O fundamental são as devolutivas que nós vamos passar a fazer das avaliações para as creches, para a gestão escolar, para o coordenador pedagógico e para o professor”, explicou.
Outra mudança em elaboração envolve a educação em tempo integral. Peixoto afirmou que o Distrito Federal precisa avançar nessa modalidade e que a proposta em construção não deverá se limitar a manter crianças e adolescentes por mais horas nas unidades de ensino. “A escola em tempo integral não pode ser simplesmente mais tempo na escola. Tem que ser mais tempo na escola com qualidade”, destacou.
O novo formato deverá reforçar áreas como língua portuguesa, matemática e ciências e, ao mesmo tempo, incorporar atividades ligadas ao esporte e à cultura. A intenção, segundo o secretário, é estruturar um programa capaz de ampliar efetivamente a aprendizagem.
Peixoto afirmou que recebeu da governadora Celina Leão autonomia para desenvolver uma proposta mais ambiciosa para o ensino integral. Segundo ele, a orientação é buscar um formato que possa colocar o Distrito Federal em posição de referência no país. “Ela já me deu carta branca para criar um modelo audacioso, para que nós tenhamos um modelo que seja referência para o Brasil em tempo integral”, declarou.
Apesar da ambição do projeto, Peixoto ressaltou que o parâmetro para medir o sucesso da iniciativa será o desempenho dos alunos. “Mas não é só para ter um modelo bacana, não. É que ele garanta mais aprendizagem de cada estudante nosso”, concluiu.
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