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Esporte, cidadania e diversidade marcam festival comunitário em Ceilândia Norte

Iniciativa reuniu apresentações culturais, mobilização antirracista e ampla oferta de serviços gratuitos.

Publicada em 23/11/2025 às 19:24h -


Esporte, cidadania e diversidade marcam festival comunitário em Ceilândia Norte



Quem passou pela Praça dos Direitos da QNN 13, em Ceilândia Norte, no último sábado (22), encontrou um ambiente bem diferente do habitual. A área pública recebeu a primeira edição do Festival Desportivo Inclusivo, organizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) em parceria com o Instituto Procip e o Bravus Esporte Clube, que movimentou mais de 500 pessoas com atividades esportivas, apresentações culturais e atendimentos gratuitos.

As quadras montadas para o evento concentraram disputas de futebol, futsal e vôlei de areia. Perto dali, instrutores do Bravus guiavam uma aula de defesa pessoal que rapidamente formou roda de curiosos. Entre as atividades culturais, o grupo Beribazu levou sua roda de capoeira para o centro da praça, enquanto as Vovós do Carimbó animaram o público com músicas e danças tradicionais do Pará.

Antes do início das partidas, a mobilização Cartão Vermelho Contra o Racismo marcou a abertura do festival, reforçando as ações da Sejus para prevenir e enfrentar práticas discriminatórias em espaços esportivos.

O subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Juvenal Araújo, afirma que a proposta do festival foi criar um ambiente realmente acolhedor.
“Pensamos em um encontro onde todos fossem recebidos sem distinção. Queríamos garantir às pessoas LGBTQIAPN+, às pessoas com deficiência e ao público autista um espaço de participação plena, com esporte e serviços acessíveis.”

Para Eduardo Fonseca, coordenador da CoorLGBT, o evento foi planejado para oferecer segurança e liberdade de expressão. "A ideia foi montar um espaço onde cada pessoa pudesse se reconhecer e ser respeitada. Trabalhamos para que a diversidade pudesse circular sem barreiras.”

Além das atividades esportivas, o festival disponibilizou uma série de serviços gratuitos: assistência jurídica, atendimento psicológico, corte de cabelo, avaliação física, bioimpedância, consultas oftalmológicas, ventosaterapia, auriculoterapia e sessões de massagem. As filas se formaram ainda no início da manhã e seguiram até o encerramento dos trabalhos.

Entre os presentes estava Stanlley Alves, 32 anos, atleta do Bravus e professor. Ele destacou como iniciativas desse tipo impactam diretamente a vida das comunidades. “Vejo todos os dias o quanto o esporte pode mudar o caminho de um jovem. Isso só funciona com apoio e cuidado. A população LGBTQIAPN+ ainda enfrenta muita dificuldade para acessar serviços básicos, e estruturas fixas de acolhimento fariam diferença real.”

O evento terminou sem clima de despedida: mesmo após o encerramento das atividades, muitas pessoas permaneceram na praça, conversando e aproveitando o espaço público. Para os organizadores, o festival mostrou que unir esporte, cultura e atendimento direto à população não apenas movimenta a cidade, mas fortalece vínculos e amplia a sensação de pertencimento.




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