Centenas de pessoas se reuniram neste domingo (30) em Brasília para participar da 8ª Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, iniciativa internacional do grupo Mulheres do Brasil com apoio do GDF. O percurso no parque da cidade chamou atenção para a necessidade de prevenção e denúncia da violência de gênero.
A vice-governadora Celina Leão afirmou que ações como esta são essenciais para transformar a cultura de silêncio em torno do problema. “Quando a sociedade se une, conseguimos tornar visível uma violência que muitas vezes passa despercebida. Educar e conscientizar é o primeiro passo.”
Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, o combate à violência exige medidas concretas de acolhimento e proteção. “Nosso foco é garantir que as vítimas encontrem suporte e que nenhuma agressão seja ignorada. É uma prioridade do governo do Distrito Federal.”
A programação contou com atividades culturais, aulas de jiu-jitsu, distribuição de materiais educativos e espaços de escuta, oferecendo informações sobre como denunciar e prevenir agressões. Organizadores afirmam que a iniciativa busca envolver toda a sociedade na luta contra a violência de gênero.
O evento ocorre em meio a números preocupantes. Mais de 21 milhões de mulheres no Brasil relataram ter sofrido algum tipo de violência no último ano. Em 2024, foram registrados 1.450 feminicídios. Dados da ONU Mulheresindicam que uma mulher é morta a cada dez minutos no mundo, e que uma em cada três já sofreu violência em algum momento da vida.
Entre os relatos compartilhados, Juliana Garcia, sobrevivente de tentativa de feminicídio, destacou a importância de falar e denunciar. "Não podemos permitir que agressores continuem impunes. Minha história mostra que é possível superar, e precisamos incentivar todas a não se calarem.”
A caminhada reforçou a necessidade de políticas públicas eficazes e do engajamento da sociedade na proteção, prevenção e acolhimento de mulheres e meninas em situação de risco.
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