A obrigatoriedade do dístico com QR Code começa a pressionar os motoristas de aplicativo no Distrito Federal às vésperas do fim do prazo para adequação. A poucos dias da data-limite, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) ainda registra adesão parcial à medida, que passa a ser fiscalizada com rigor a partir de 23 de fevereiro.
Dados da pasta indicam que mais de 25 mil códigos já foram emitidos, em um universo aproximado de 59 mil motoristas cadastrados. O volume cresceu nas últimas semanas, com cerca de 5 mil emissões somente neste mês, impulsionado pela maior circulação de passageiros e pelo alerta de que, após o prazo, o descumprimento poderá resultar em penalidades.
A partir do fim do período educativo, motoristas flagrados sem o dístico estarão sujeitos a sanções administrativas, que incluem multa e possibilidade de remoção do veículo. A Semob-DF afirma que o objetivo não é punir, mas padronizar a identificação dos veículos e fortalecer o controle do serviço de transporte por aplicativo.
Instalado no para-brisa dianteiro, o QR Code funciona como um selo de autorização. Com a leitura pelo celular, o usuário consegue confirmar se o veículo está regularizado. Para os agentes públicos, a ferramenta oferece acesso imediato a informações mais completas, como situação do cadastro em tempo real, foto do motorista e dados do vínculo operacional.
Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, o sistema representa um avanço na fiscalização do setor. “É uma solução simples, que amplia a segurança e traz mais confiança para quem utiliza o transporte por aplicativo”, afirma.
A emissão do dístico não tem custo para os motoristas e é feita pela internet. O código é vinculado ao veículo e ao condutor cadastrados e pode ser retirado ou coberto quando o automóvel não estiver em operação. Para orientar a categoria, a Semob-DF mantém canais de atendimento e um manual com instruções sobre a emissão e o uso do QR Code.
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