Brasília transforma suas principais avenidas em pista de corrida neste sábado (31), quando milhares de pessoas participam da 53ª edição da Corrida de Reis. O evento, que ocorre a partir das 17h, reúne atletas amadores, profissionais e famílias inteiras em uma prova que se tornou referência no calendário esportivo do Centro-Oeste. A participação é gratuita e a estimativa é de que mais de 20 mil pessoas estejam envolvidas nas categorias infantil e adulta.
O crescimento da competição acompanha a popularização da atividade física na capital. O professor Francisco Xavier, atual responsável técnico pela prova, acompanha essa trajetória desde os primeiros anos. Ele começou competindo, depois passou pela direção do atletismo local e hoje atua na organização do evento. Para ele, a corrida ganhou dimensão social ao longo do tempo. “No começo, correr era coisa de poucos. Hoje virou um hábito coletivo, presente no dia a dia das pessoas”, afirma.
A estrutura montada para esta edição prevê dois formatos de prova, adequados a diferentes níveis de preparo. Um percurso foi planejado para quem deseja participar sem foco em desempenho, enquanto o outro atende corredores mais experientes e atletas de competição. A proposta é estimular a participação ampla, sem restringir o evento a um público especializado.
O ponto de largada será o Palácio do Buriti, e o percurso segue por vias centrais do Plano Piloto até a Arena BRB Nilson Nelson, passando por áreas como o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios. O traçado permite que os participantes atravessem regiões simbólicas da cidade, reforçando o caráter urbano da prova.
Após o encerramento da corrida, o público poderá acompanhar uma apresentação musical programada para celebrar o evento. A Corrida de Reis, além de competição esportiva, se consolidou como um encontro popular que reúne esporte, lazer e ocupação do espaço público.
Segundo Francisco Xavier, o tamanho atual da prova é resultado de investimento contínuo e organização técnica. “Hoje conseguimos atender um número muito maior de pessoas e manter o evento acessível. Isso mostra que a corrida deixou de ser só uma disputa e virou uma atividade para toda a comunidade”, avalia.
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