Estabelecimentos que vendem botijões de gás em Ceilândia entraram na mira de uma força-tarefa de fiscalização do Governo do Distrito Federal. A ação, realizada neste sábado (31), resultou na interdição imediata de uma distribuidora que operava com pendências no licenciamento obrigatório.
A vistoria foi conduzida por equipes da DF Legal, com apoio do 10º Batalhão da Polícia Militar, e integra um movimento de endurecimento do controle sobre o comércio de gás liquefeito de petróleo (GLP) na região. A atividade é considerada de alto risco, já que envolve material inflamável e exige regras rígidas de armazenamento, estrutura física adequada e documentação regular.
O estabelecimento fechado exercia atividade enquadrada no CNAE 4784-9/00, referente ao comércio varejista de GLP. Pela legislação distrital, esse tipo de operação só pode funcionar com o Registro e Licenciamento de Empresas (RLE) em dia, além do cumprimento das normas de segurança previstas no Decreto nº 36.948/2015.
A intensificação das abordagens ocorre em um contexto de preocupação com a segurança da população, após um acidente recente com botijões que terminou em incêndio e deixou quatro pessoas feridas no Sol Nascente. O episódio reforçou o entendimento dos órgãos de fiscalização de que irregularidades nesse setor representam ameaça direta a moradores e ao entorno dos comércios.
De acordo com Rafael Barbosa, diretor de Operações Especiais da Unidade de Fiscalização e Operações Especiais (Ufope) da DF Legal, a fiscalização é uma medida de prevenção coletiva. “A comercialização de GLP exige responsabilidade técnica e cumprimento rigoroso das normas de segurança. Quando isso não acontece, o risco não é só para o estabelecimento, mas para toda a vizinhança”, afirmou.
A presença da Polícia Militar nas operações também busca garantir o cumprimento das interdições e dar suporte às equipes técnicas. Já o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, destacou que o reforço nas ações foi motivado pelo cenário recente. “Estamos mantendo as inspeções de forma contínua porque a prioridade é evitar novos acidentes. A integração entre os órgãos é fundamental para reduzir riscos e proteger a população”, declarou.
Moradores podem denunciar pontos de venda irregulares aos canais oficiais do GDF, contribuindo para reduzir riscos e fortalecer a segurança nas áreas residenciais e comerciais.
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