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Consultório na Rua reforça presença do SUS junto à população vulnerável

Hipertensão e transtornos mentais estão entre as demandas mais frequentes atendidas pelas equipes

Publicada em 27/02/2026 às 15:00h -


Consultório na Rua reforça presença do SUS junto à população vulnerável
 (Foto: Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF)



No Distrito Federal, o acesso à saúde pública também é garantido a quem vive em situação de rua, por meio das equipes do Consultório na Rua, vinculadas à Secretaria de Saúde (SES-DF). Em 2025, essa atuação resultou em 20,6 mil atendimentos individuais realizados diretamente nos territórios, contemplando 7.158 pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O trabalho envolve uma série de serviços que vão desde consultas clínicas até procedimentos como troca de curativos, coleta de exames, administração de medicamentos e vacinação, além de encaminhamentos para acompanhamento especializado dentro da rede pública.

A análise dos atendimentos mostra que a hipertensão arterial está entre as condições mais recorrentes, assim como as demandas relacionadas à saúde mental e ao uso de substâncias psicoativas,  situações que exigem acompanhamento contínuo e estratégias de cuidado adaptadas à realidade das ruas.

A gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais da SES-DF, Marianna Zambelli, explica que os dados também revelam aspectos estruturais da exclusão social enfrentada por esse público. “O perfil etnorracial predominante entre as pessoas em situação de rua demonstra como desigualdades históricas ainda influenciam o acesso à moradia e aos direitos básicos”, observa.

Com equipes formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e profissionais de nível técnico, o Consultório na Rua atua de forma itinerante e em articulação com as unidades básicas de saúde.

Para Marianna, o impacto da estratégia vai além da assistência imediata. “A presença das equipes nos territórios permite estabelecer vínculo e ampliar o acesso a cuidados que muitas vezes não seriam buscados espontaneamente”, destaca.

Segundo ela, a iniciativa reforça o papel do sistema público na promoção da inclusão. “Levar o atendimento até essas pessoas é uma forma de garantir que o direito à saúde seja efetivamente universal, independentemente da condição de moradia”, conclui.




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