A Ponte Juscelino Kubitschek, um dos ícones da arquitetura brasiliense, passará por uma repaginação visual após registrar deterioração evidente nas últimas temporadas. A Novacap fechou contrato de aproximadamente R$ 2,4 milhões com a Civil Engenharia Ltda para executar uma pintura emergencial. O serviço tem previsão de 150 dias corridos e começará assim que a ordem de serviço for emitida.
Nos últimos meses, quem trafega pelo Lago Paranoá percebeu que a ponte perdeu parte do brilho que a tornou cartão-postal: pichações se multiplicaram, o branco dos arcos escureceu e áreas metálicas começaram a revelar pontos de corrosão. A situação motivou o governo a iniciar uma ação rápida enquanto prepara estudos de uma restauração estrutural mais profunda.
Segundo o diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, Carlos Alberto Spies, o objetivo é frear a deterioração visual antes que o desgaste avance. “A JK sempre chamou atenção pela estética. Quando esse aspecto começa a se perder, a cidade sente. A intervenção é para recolocar a ponte no padrão que o brasilienses espera encontrar”, afirmou.
O primeiro passo será uma limpeza completa com hidrojateamento de baixa pressão, para remover fuligem e sujeira acumulada sem prejudicar a superfície existente. Em seguida, trechos com corrosão receberão tratamento específico, preparando a estrutura para a nova pintura.
A tinta será aplicada por meio da técnica airless, que utiliza alta pressão e proporciona cobertura mais uniforme em grandes superfícies. Spies explica que o método foi escolhido pela eficiência: “A ponte tem curvas e áreas de difícil acesso. A tecnologia permite um acabamento mais preciso e reduz o tempo de execução”, disse.
Para acessar regiões altas, como os arcos metálicos, a empresa usará plataformas articuladas. A Novacap admite a possibilidade de interdições pontuais, sobretudo durante a montagem de equipamentos, mas afirma que vai tentar manter o fluxo de veículos sempre que possível.
A revitalização estética integra um conjunto de ações que devem se estender pelos próximos anos. A etapa estrutural, mais complexa, ainda está em análise técnica. “A pintura é o que a população enxerga primeiro. A parte mais pesada virá depois, quando concluirmos todos os estudos necessários”, completou o diretor.
Com a intervenção, o governo espera restituir o impacto visual da Ponte JK e reforçar o cuidado com um dos principais símbolos do urbanismo de Brasília.
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