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Distrito Federal

Valdemar define estratégia e veta candidatura de Bia Kicis ao Senado

Deputada será forçada a disputar proporcional para proteger fundos milionários do partido

Publicada em 29/12/2025 às 20:57h -


Valdemar define estratégia e veta candidatura de Bia Kicis ao Senado



O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, dono da maior fatia dos fundos partidário e eleitoral, tomou decisão clara sobre as eleições de 2026 no Distrito Federal: Bia Kicis não terá espaço para disputar o Senado. A orientação foi transmitida recentemente em reunião do partido em Brasília, segundo apurou este portal.

Valdemar quer que a deputada federal e presidente do PL-DF concentre esforços em sua reeleição à Câmara dos Deputados, ajudando o partido a eleger ao menos um parlamentar, como ocorreu em 2022. Para ele, a candidatura ao Senado do PL no DF só terá um nome: Michelle Bolsonaro.

A decisão, segundo interlocutores, não é ideológica, mas puramente estratégica e financeira. Até novembro, o PL havia reservado R$ 190,4 milhões do chamado “fundão eleitoral”, totalizando R$ 886,8 milhões recebidos pelo partido desde a eleição de 2022. Cada deputado eleito representa cerca de R$ 8,96 milhões aos cofres da legenda, reforçando a importância de manter o maior número possível de cadeiras.

No entanto, o partido enfrenta riscos. A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a proximidade da janela partidária de 2026 podem provocar migrações de deputados federais, o que afetaria diretamente o caixa do PL. Um dos casos observados é o do deputado Alberto Fraga, que deve migrar para o PSD do ex-governador José Roberto Arruda, visando sua própria reeleição. Sem Bia Kicis na disputa proporcional, a legenda do DF corre risco de não atingir o coeficiente eleitoral necessário para manter suas cadeiras.

No mesmo encontro, o senador Izalci Lucas colocou condições para permanecer no PL: quer garantir que o número eleitoral “2222”, atualmente de Bia Kicis, seja transferido para ele. Caso contrário, deve deixar o partido.

Desde 2022, o PL, que chegou a ter a maior bancada da Câmara com 99 deputados, sofreu uma série de perdas devido a migrações, expulsões e mudanças de legenda de nomes como Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Ricardo Salles. A prisão de Bolsonaro agravou a situação e comprometeu o projeto da sigla de ampliar sua bancada para mais de 100 deputados em 2026.

Enquanto Valdemar tenta estancar as perdas e manter o controle financeiro do partido, Bia Kicis segue pressionando por espaço próprio, correndo o risco de enfraquecer ainda mais o PL no Distrito Federal.




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