Dois hospitais da rede pública do Distrito Federal passaram a figurar entre as referências nacionais de qualidade na saúde. O Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) e o Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, foram incluídos em um levantamento inédito que selecionou os cem melhores hospitais públicos do Brasil, considerando critérios técnicos de gestão e assistência.
A avaliação foi conduzida pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, em articulação com a Organização Pan-Americana da Saúde, o Instituto Ética Saúde, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde. O objetivo da iniciativa é mapear experiências bem-sucedidas na rede pública e incentivar a elevação contínua do padrão de atendimento no SUS.
Idealizador do projeto, o médico Renilson Rehem explica que a seleção busca ir além do reconhecimento simbólico. “O levantamento evidencia práticas que contribuem para uma gestão mais eficiente e uma assistência mais segura, ajudando a fortalecer o SUS em todo o país”, afirmou.
À frente do HMIB, a diretora Marina Silveira avaliou a inclusão da unidade como reflexo do empenho diário das equipes. Segundo ela, o resultado é fruto de um trabalho coletivo sustentado pela humanização do cuidado, pela qualificação permanente e pela responsabilidade com a saúde de mães, bebês e crianças atendidos pela instituição.
No HRL, a superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco, destacou que o reconhecimento reforça a vocação da unidade para o atendimento público de qualidade. “É a soma do esforço de profissionais de diferentes áreas, que atuam com compromisso e acreditam na capacidade do SUS de transformar realidades”, ressaltou.
Para compor a lista, foram considerados apenas hospitais com atendimento integral pelo SUS, sem convênios privados, com mais de 50 leitos e produção assistencial registrada no Ministério da Saúde. Entre os indicadores analisados estão acreditação hospitalar, taxa de ocupação, mortalidade, disponibilidade de leitos de UTI e tempo médio de permanência dos pacientes.
O levantamento reúne hospitais federais, estaduais e municipais, gerais e especializados, e reforça o protagonismo da rede pública brasileira na oferta de serviços de saúde de alta complexidade e relevância social.
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