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Profissionais de saúde passam por treinamento para identificar quadro grave que compromete a respiração

Edema agudo de pulmão pode evoluir rapidamente e demanda atuação integrada das equipes de emergência

Publicada em 25/02/2026 às 11:00h -


Profissionais de saúde passam por treinamento para identificar quadro grave que compromete a respiração



A dificuldade repentina para respirar, acompanhada de sensação de sufocamento, tosse com secreção espumosa, cansaço intenso e batimentos acelerados, pode evoluir rapidamente para um quadro potencialmente fatal quando causada pelo edema agudo de pulmão (EAP). A condição é caracterizada pelo acúmulo súbito de líquido nos pulmões, comprometendo a oxigenação do organismo e exigindo intervenção imediata para evitar agravamento clínico.

Diante da gravidade e da necessidade de resposta rápida, o Núcleo de Educação Permanente (Nudep) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta terça-feira (24), uma atividade formativa voltada ao reconhecimento precoce e ao manejo do EAP.

O treinamento reuniu profissionais da saúde para discutir sinais de alerta, fatores desencadeantes e estratégias de atendimento em situações de urgência. A condução ficou a cargo da fisioterapeuta residente em Urgência e Emergência do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Júlia Pimentel, que trouxe experiências do cotidiano hospitalar para contextualizar os desafios do diagnóstico e da intervenção.

Segundo a especialista, embora o edema agudo de pulmão esteja frequentemente associado a problemas cardíacos, sua origem pode ser multifatorial. “Por sermos referência em cardiologia, atendemos muitos pacientes com esse perfil, mas o quadro também pode estar relacionado a doenças pulmonares, reações transfusionais, efeitos de medicamentos ou até fatores ambientais, como a exposição a grandes altitudes”, explica.

Ela destaca que a abordagem exige atuação coordenada das equipes assistenciais. “O tratamento envolve suporte respiratório, uso criterioso de medicamentos, ajustes posturais e vigilância contínua do paciente”, afirma.

A enfermeira residente em Avaliação de Tecnologias em Saúde, Renata Paiva, também participou da atividade e ressaltou o impacto da capacitação na tomada de decisão clínica. “Quando os profissionais dominam as condutas indicadas, conseguem agir com mais segurança em um cenário que pode se deteriorar em poucos minutos”, observa.

Ao investir na atualização técnica das equipes, a iniciativa busca reduzir o tempo de resposta diante de uma emergência que pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave, ampliando a capacidade de atendimento seguro nas unidades de saúde.




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