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Com mais área plantada, colheita da soja é iniciada oficialmente no Distrito Federal

Safra 2025/2026 deve crescer 5% e ampliar presença do DF no mercado nacional e internacional

Publicada em 27/02/2026 às 11:00h -


Com mais área plantada, colheita da soja é iniciada oficialmente no Distrito Federal



Com presença crescente no mercado interno e até nas exportações, a soja colhida no Distrito Federal inicia oficialmente um novo ciclo na última quinta-feira (26). A data foi estabelecida por decreto do governador Ibaneis Rocha, assinado durante a AgroBrasília 2025, e passa a marcar o início simbólico da retirada da principal safra agrícola da capital.

A medida institucionaliza um momento importante para um setor que reúne atualmente cerca de 1.031 produtores, distribuídos em aproximadamente 600 propriedades cadastradas no Sistema de Informações em Defesa Agropecuária (Siagro-DF).

Para a safra 2025/2026, o cenário aponta expansão. A área cultivada deve atingir 94,1 mil hectares, crescimento de 5% em relação ao ciclo anterior. A projeção de produção ultrapassa 330 mil toneladas, mantendo a cultura como eixo estruturante do agronegócio local.

Segundo Ibaneis Rocha, estabelecer uma data oficial para o início da colheita representa o reconhecimento da relevância econômica da atividade. “A produção de soja sustenta empregos, movimenta cadeias produtivas e tem impacto direto no desenvolvimento rural do DF. Formalizar esse início é valorizar quem está no campo e reforçar o diálogo com o setor”, declarou.

O plantio ocorreu entre o fim de outubro e o início de novembro do ano passado. Mesmo com atraso nas primeiras chuvas, a regularização ao longo do ciclo garantiu boas condições de desenvolvimento das lavouras.

De acordo com o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, o comportamento climático foi decisivo. “A distribuição mais equilibrada das chuvas e o controle sanitário das lavouras contribuíram para um desempenho positivo. A expectativa é de que a produtividade cresça entre 4% e 5%, especialmente com menor incidência de ferrugem asiática”, afirmou.

Nas áreas irrigadas, a cultura já se encontra em fase de formação de vagens. Já nas áreas de sequeiro, há lavouras em diferentes estágios, que vão do desenvolvimento vegetativo ao reprodutivo, condição considerada satisfatória pelos técnicos.

Regiões como PAD-DF, Planaltina, Pipiripau, Rio Preto, São Sebastião e Sobradinho seguem como polos de alta produtividade, impulsionadas pelo uso de tecnologia e pela adoção de boas práticas agrícolas.

Para o produtor José Brilhante Neto, que atua no PAD-DF e preside o Sindicato Rural do DF, o ciclo atual tende a apresentar resultados superiores. “Mesmo com o início irregular das chuvas, o comportamento climático ao longo da safra favoreceu o desenvolvimento das lavouras. A tendência é de avanço na produtividade”, avaliou.

O engenheiro agrônomo e produtor Cláudio Malinski também destacou o impacto da regularização das precipitações. “A semeadura foi concluída após a normalização das chuvas no fim de novembro, o que favoreceu a germinação e o crescimento das plantas. Tudo indica que podemos alcançar índices recordes”, disse.

Na safra 2024/2025, a área plantada superou 72 mil hectares, com produção acima de 320 mil toneladas de grãos, cerca de metade destinada ao mercado comercial.

Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o início da colheita reforça o peso da cadeia produtiva no Valor Bruto da Produção Agropecuária do DF. “A soja tem participação expressiva na economia rural, gera renda e demonstra o nível tecnológico alcançado pelos produtores da região”, afirmou.

Além do abastecimento interno e interestadual, o DF já exporta soja para países como o Paquistão, ampliando sua inserção no comércio internacional.

Para o produtor Silvano Borghelot, do Núcleo Rural Tabatinga e Cariru, o clima deste ano favoreceu o campo, apesar dos desafios. “Tivemos um período positivo do ponto de vista climático. Isso deve resultar em boa produtividade, ainda que as chuvas atrasem a colheita das variedades mais precoces”, observou.

Ele acrescenta que o comportamento das precipitações também influencia o milho safrinha. “A mesma chuva que atrasa a colheita da soja beneficia o milho de segunda safra. O produtor sempre precisa equilibrar os impactos do clima com as demandas do mercado”, concluiu.

Com presença crescente no mercado internacional, uso intensivo de tecnologia e expansão contínua da área plantada, a soja mantém sua posição como principal motor do agronegócio do Distrito Federal.




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