A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, decidiu transformar uma das áreas mais estratégicas para a água da capital em território oficialmente protegido. A chefe do Executivo autorizou a criação do Parque Distrital da Serrinha, no Lago Norte, consolidando uma medida que alia preservação ambiental, planejamento urbano e garantia de abastecimento para o futuro. O decreto será publicado em edição extra do Diário Oficial do DF nesta terça-feira (7).
A iniciativa recai sobre um ponto considerado crítico para o equilíbrio hídrico do Distrito Federal. A região abriga a maior concentração de nascentes já identificadas naquele trecho do território, mais de 60%, e funciona como ligação natural entre as bacias do Lago Paranoá e de Santa Maria/Torto. Ao transformar a área em unidade de conservação, o governo passa a proteger diretamente cursos d’água essenciais para o sistema hídrico da capital.
Celina Leão destacou que a medida não é apenas ambiental, mas estratégica. Segundo ela, a decisão garante a preservação de recursos fundamentais e antecipa soluções diante da pressão urbana crescente na região.
“Estamos falando de uma área decisiva para a água do Distrito Federal. A criação do parque assegura a proteção das nascentes e de córregos importantes, como o Jerivá e o Urubu, além de preservar um patrimônio natural que precisa ser cuidado de forma permanente”, afirmou a governadora.
Com 65,91 hectares, o Parque Distrital da Serrinha foi estruturado para conservar características naturais relevantes e, ao mesmo tempo, permitir o uso responsável do espaço. O local reúne áreas de cerrado preservado, com diferentes formações vegetais, além de pontos de interesse natural, como a cachoeira do córrego Urubu e sua piscina natural.
Outro aspecto central da proposta é a formação de um corredor ecológico. A nova unidade amplia a conexão com áreas já protegidas, como o Parque Nacional de Brasília e outras zonas ambientais do Lago Norte, fortalecendo a biodiversidade e garantindo maior continuidade entre os ecossistemas.
O decreto também estabelece uma zona de amortecimento superior a 600 hectares ao redor do parque. A medida tem como foco reduzir impactos ambientais e organizar o uso do solo nas áreas vizinhas, especialmente em regiões que enfrentam avanço urbano.
A gestão ficará sob responsabilidade do Brasília Ambiental, que terá até dois anos para estruturar o plano de manejo da unidade. O processo contará com a participação da população local e vai definir as regras para uso, conservação e recuperação ambiental.
Com a criação do Parque Distrital da Serrinha, a gestão de Celina Leão amplia a proteção de áreas sensíveis e reforça uma atuação preventiva voltada à segurança hídrica. A medida consolida uma estratégia que busca equilibrar crescimento urbano e preservação, garantindo proteção permanente a uma das regiões mais importantes para o futuro ambiental do DF.
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