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Hospital de Santa Maria chega aos 18 anos com foco em evolução e atendimento

Unidade reúne histórias de profissionais que acompanharam mudanças e crescimento da estrutura

Publicada em 27/04/2026 às 11:50h -


Hospital de Santa Maria chega aos 18 anos com foco em evolução e atendimento
 (Foto: Foto: Divulgação/IgesDF)



Enquanto muitos ainda estão começando a vida adulta aos 18 anos, o Hospital Regional de Santa Maria chega à maioridade já acostumado a operar no limite. Por trás dos corredores cheios e da demanda constante, a unidade se consolidou não só como ponto de atendimento, mas como espaço de formação, onde profissionais aprendem, erram, amadurecem e permanecem.

A realidade do hospital não é estática. Ela muda conforme quem chega, quem permanece e quem atravessa momentos críticos dentro da unidade. Foi assim em 2019, quando a gestão passou para o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, o que exigiu uma reconfiguração completa da rotina.

Para quem estava ali naquele momento, o impacto foi imediato. A enfermeira Kelcilene Gomes da Silva entrou justamente nesse período e encontrou um ambiente que exigia respostas rápidas, em condições nem sempre ideais. A prática, segundo ela, veio antes de qualquer estabilidade. “A gente precisou aprender fazendo, em um cenário difícil e com pacientes graves”, resume.

A estrutura, aos poucos, acompanhou essa pressão. Mudanças físicas e reorganização de setores alteraram o funcionamento do pronto atendimento e deram mais fôlego à equipe. Ainda assim, houve outro evento que redefiniu completamente o hospital, a pandemia.

Sem manual claro no início, os profissionais passaram a lidar com uma rotina marcada por incerteza e desgaste emocional. O que sustentou o funcionamento, segundo relatos, não foi apenas protocolo, mas o vínculo entre as equipes. “Era uma situação extrema. O apoio entre os profissionais fez diferença para tudo continuar”, afirma Kelcilene, hoje na maternidade.

Mas o hospital não é feito só de quem enfrentou esse passado recente. Ele também se renova e, nesse processo, revela outra função, formar pessoas.

Aos 19 anos, Letícia Bonfim Nepunuceno entrou como menor aprendiz e encontrou no hospital mais do que um primeiro emprego. Encontrou direção. Inserida no cotidiano da enfermagem, passou da insegurança inicial à decisão de seguir na área. “Você começa sem saber nada, mas vai entendendo tudo na prática. Isso muda a forma como você vê a profissão”, diz.

Esse movimento se repete com profissionais já formados. A fisioterapeuta Jéssica Orlando de Oliveira, há cerca de um ano na unidade, afirma que o hospital impõe uma realidade direta, sem distância entre teoria e necessidade. “Aqui, você vê o impacto do seu trabalho de forma muito clara. Isso muda sua postura”, afirma.

Recém-chegada, a fisioterapeuta Karoline Beatriz Souza Tavares também destaca a rapidez com que é preciso se adaptar. Mais do que a estrutura, o que pesa, segundo ela, é o apoio interno. “A equipe acelera esse processo. Você não fica perdido”, diz.

Entre quem começou ontem e quem atravessou momentos críticos, o HRSM construiu um perfil próprio, o de um hospital que funciona sob pressão constante, mas que também ensina, muitas vezes na prática, sem espaço para erro prolongado.

Ao completar 18 anos, a unidade não celebra apenas o tempo de existência. Celebra o fato de continuar formando profissionais enquanto enfrenta, diariamente, os limites da saúde pública.




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