O Governo do Distrito Federal e o governo federal avançaram nas negociações para estruturar uma solução financeira voltada ao BRB. A informação foi confirmada na terça-feira (26) pela governadora em exercício, Celina Leão, após audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal e conduzida pelo ministro Luiz Fux.
Segundo Celina Leão, o entendimento entre o GDF e a União representa um passo importante para garantir estabilidade financeira ao banco, considerado estratégico para a administração pública distrital. A governadora destacou que a instituição atende milhões de clientes e exerce papel relevante no funcionamento da máquina pública do DF. “Houve disposição para o diálogo, e isso permitiu avançar na construção de um entendimento importante para o Distrito Federal. O BRB tem relevância econômica e institucional para o governo e para a população”, afirmou.
A chefe do Executivo também ressaltou medidas adotadas recentemente pelo banco para reforçar a liquidez financeira. Entre elas, estão operações de venda de ativos e securitização de dívidas que, segundo o governo, movimentaram bilhões de reais nos últimos meses.
Durante a audiência, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, explicou que a proposta em discussão prevê uma operação de crédito envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além da participação de bancos públicos e privados.
De acordo com ele, o financiamento deverá contar com garantias e contragarantias do próprio Governo do Distrito Federal. “Estamos estruturando uma operação financeira com participação do sistema bancário e apoio institucional do GDF para viabilizar essa solução”, declarou.
Durigan também afirmou que eventuais recursos recuperados em investigações relacionadas ao caso poderão ser utilizados para recompor os cofres públicos e fortalecer novamente o banco.
A discussão chegou ao STF após o GDF solicitar que o Tesouro Nacional oferecesse garantia para uma operação de crédito estimada em cerca de R$ 9 bilhões, negociada junto ao FGC e a instituições financeiras privadas.
A audiência de conciliação foi realizada após manifestação do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU), que defenderam a busca de um acordo entre as partes.
O advogado-geral da União substituto, Flávio Roman, afirmou que o encontro representou um avanço importante nas tratativas. “A reunião foi produtiva e permitiu iniciar a construção formal de uma solução conjunta para o caso”, disse.
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