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Quem chamar em uma emergência? Veja como funcionam o 192 e o 193 no DF

Samu e Corpo de Bombeiros possuem atribuições específicas, mas podem ser mobilizados juntos em ocorrências complexas

Publicada em 07/09/2026 às 14:17h -


Quem chamar em uma emergência? Veja como funcionam o 192 e o 193 no DF



Uma emergência pode exigir mais de um tipo de atendimento. Enquanto uma equipe precisa retirar uma vítima de um veículo, outra pode estar concentrada em estabilizar os ferimentos. Em outros casos, o principal desafio é chegar rapidamente a uma pessoa que sofreu um mal súbito. No Distrito Federal, situações como essas são atendidas por serviços especializados, que podem trabalhar de maneira integrada.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebe chamados pelo 192 e tem como principal atribuição o atendimento pré-hospitalar de urgências e emergências de saúde. A atuação começa a partir da avaliação feita pela Central de Regulação Médica, que analisa as informações repassadas durante a ligação e define a resposta necessária.

Casos de dor forte no peito, falta de ar intensa, desmaios, convulsões e parada cardiorrespiratória estão entre as situações que demandam atendimento de emergência. O serviço também pode ser acionado quando há sinais de AVC, como dificuldade repentina para falar, perda de força em um dos lados do corpo ou alteração na boca.

Acidentes com vítimas, quedas com suspeita de lesões graves, queimaduras importantes, afogamentos, intoxicações e situações de parto consideradas urgentes também podem receber atendimento do Samu.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, por sua vez, atende pelo 193 e concentra sua atuação em ocorrências que envolvem resgate, salvamento, incêndios e outros riscos. A corporação é acionada, por exemplo, em incêndios em imóveis, veículos ou áreas de vegetação e em acidentes de trânsito.

A lista inclui ainda situações em que pessoas ficam presas em ferragens, elevadores ou locais de difícil acesso. Desabamentos, vazamentos de gás e ocorrências envolvendo produtos perigosos também exigem a presença dos bombeiros.

Outra frente de atuação envolve salvamentos em altura, áreas de mata, cavernas e regiões alagadas. Dependendo da ocorrência, os militares também prestam atendimento pré-hospitalar às vítimas.

A divisão de atribuições, no entanto, não impede que os dois serviços sejam acionados para uma mesma ocorrência. Em um acidente com vítimas presas nas ferragens, por exemplo, o trabalho dos bombeiros pode ser necessário para realizar o resgate, enquanto profissionais do Samu cuidam da avaliação e do atendimento médico.

Em ocorrências como afogamentos, incêndios e traumas graves, essa integração permite que diferentes necessidades sejam atendidas ao mesmo tempo. As equipes atuam conforme as características da situação e os riscos identificados no local.

Para que o socorro seja direcionado de forma adequada, as informações fornecidas durante a ligação são fundamentais. O solicitante deve informar o endereço completo, indicar pontos de referência e deixar um telefone disponível para contato. Também precisa explicar o que aconteceu, quantas pessoas estão envolvidas e, quando possível, descrever o estado das vítimas.

Nos chamados para o Corpo de Bombeiros, a existência de riscos adicionais também deve ser comunicada. Fogo, vazamento de gás, fios energizados ou outros perigos podem interferir diretamente na operação.

No caso do Samu, a Central de Regulação Médica utiliza os dados fornecidos para definir a prioridade e o recurso necessário. Quando o atendimento exige encaminhamento, a própria regulação determina a unidade de saúde mais adequada para receber o paciente.

Em situações nas quais o cidadão não consegue identificar qual serviço deve atender a ocorrência, o relato feito durante a ligação permite que a central avalie o caso e direcione o socorro. Quando há necessidade de outro órgão, o acionamento pode ser feito de forma integrada.

Assim, os números 192 e 193 não representam serviços concorrentes, mas estruturas com funções diferentes dentro do atendimento de emergência no Distrito Federal. A atuação coordenada entre as equipes permite que uma ocorrência seja avaliada desde o resgate até o atendimento médico necessário à vítima.




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